António Costa faz marcha atrás no ataque aos médicos
António Costa faz marcha atrás no ataque aos médicos

António Costa faz marcha atrás no ataque aos médicos

O primeiro ministro António Costa reuniu hoje com a Ordem dos Médicos para pacificar o clima de conflito, criado na sequência do relatório da Ordem sobre o Lar de Reguengos de Monsaraz, da demonstrada incapacidade para o cargo da Ministra da Segurança Social e da tentativa de escamotear as responsabilidades do governo no caso, disparando sobre os médicos.

No final da reunião com a Ordem, António Costa declarou que a situação está esclarecida, fumado o cachimbo da paz entre as partes, sem no entanto ter esclarecido em que termos é que a reunião decorreu, se efetivamente pediu desculpas à classe e se reconheceu que o governo falhou na resposta que devia ter sido imediata e não passada quase duas semanas, como sucedeu no lar de reguengos.

Os médicos exigiam mais respeito pela classe, repudiando as declarações do chefe do governo, que segundo um vídeo que chegou às redes sociais, chamava “cobardes” aos médicos envolvidos no episódio do surto pandémico que matou 18 pessoas, em Reguengos de Monsaraz., na conversa em Off com jornalistas do Expresso.

“Estas declarações, proferidas por um chefe de Governo, são chocantes e totalmente inapropriadas, insultando de forma vergonhosa e indigna todo um grupo profissional cuja competência, capacidade de trabalho e resiliência para exercer a sua profissão em condições cada vez mais degradadas, pondo os interesses dos doentes acima de qualquer outra consideração, não pode ser contestada”, afirma o portavoz da Federação Nacional dos Médicos (FNAM).

A FNAM também desmentiu as afirmações de António Costa, sobre os médicos que se recusaram a prestar serviço no lar de Reguengos.

“Os médicos têm vínculo com a sua entidade empregadora, que não é o lar de Reguengos de Monsaraz, e têm obrigações para com os utentes da unidade onde desempenham funções , o Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Central”.

Segundo aquela estrutura profissional, os médicos prestaram assistência aos utentes do lar “de forma voluntária, apesar das condições desumanas em que os encontraram, e cumpriram a sua obrigação de denúncia desta situação de abandono e da falta de segurança em que lhes foi exigido desempenhar as suas funções”.

A FNAM exige que António Costa se retrate “das declarações insultuosas” que proferiu e que o presidente da administração regional de Saúde do Alentejo, a diretora-geral da Saúde e as ministras da Saúde e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social “assumam as suas responsabilidades” no caso do lar de Reguengos.

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